Concurso Outeiro-Lugar Comum, Cooperativa de Habitação Partilhada
Outeiro, Maia, Portugal
Arquitectura
TERNULLOMELO
Equipa de projecto
Giulia Polli, Alessandra Montani, Noémi Biegle, Ana Skrbek, Lurdes Duarte
Ano
2025
Render
Consultores
Estruturas/ Filipe Ribeiro; Térmica e HAVAC/ Bruno Anastácio; Segurança e ITED/ João Pires; Segurança e ITED/ Luís Freitas; Arquitetura Paisagista/ BALDIOS Arquitectos Paisagistas
O projeto propõe um conjunto habitacional cooperativo num território de transição entre o rural e o urbano, marcado pela fragmentação e pela permanência de vestígios de antiga ruralidade produtiva. A intervenção procura trabalhar esta condição híbrida através de uma arquitetura entendida como dispositivo de mediação entre paisagem, espaço construído e vida comunitária.
A implantação organiza-se em três volumes articulados por dois pátios interiores (eidos) e uma horta comunitária aberta ao exterior. Esta sequência estrutura a passagem entre escalas e modos de vida, do urbano ao rural, reforçando a continuidade entre interior, espaço coletivo e paisagem envolvente.
Os eidos assumem o papel de espaços de encontro e apropriação, evocando os pátios agrícolas tradicionais do norte do país. A sua permeabilidade visual e ventilação reforçam a relação com o exterior, transformando-os em espaços comunitários ativos no quotidiano.
A proposta liberta solo e estrutura uma paisagem habitada contínua, onde a topografia, a vegetação e a água organizam os espaços exteriores. Um dos pátios integra uma bacia de retenção e uma latada com vinha, sob a qual se desenvolvem espaços de convívio e equipamentos comunitários, prolongando-se até à horta e à Casa do Povo.
A organização habitacional baseia-se numa lógica modular e repetitiva, garantindo eficiência construtiva, ventilação cruzada e boa exposição solar. O acesso faz-se por galerias exteriores, entendidas como espaços habitáveis de transição e sociabilidade.
O conjunto integra ainda espaços comunitários, co-working, produção energética e soluções de cobertura verde, assegurando elevado desempenho ambiental. A Casa do Povo é preservada e adaptada como equipamento público, reforçando a continuidade histórica e funcional do lugar.
No seu conjunto, o projeto afirma uma arquitetura cooperativa enraizada no território, que articula memória, paisagem e vida coletiva através de uma estrutura espacial contínua e integrada.
Concurso Outeiro-Lugar Comum, Cooperativa de Habitação Partilhada
Outeiro, Maia, Portugal
Arquitectura
TERNULLOMELO
Equipa de projecto
Giulia Polli, Alessandra Montani, Noémi Biegle, Ana Skrbek, Lurdes Duarte
Ano
2025
Render
Consultores
Estruturas/ Filipe Ribeiro; Térmica e HAVAC/ Bruno Anastácio; Segurança e ITED/ João Pires; Segurança e ITED/ Luís Freitas; Arquitetura Paisagista/ BALDIOS Arquitectos Paisagistas
O projeto propõe um conjunto habitacional cooperativo num território de transição entre o rural e o urbano, marcado pela fragmentação e pela permanência de vestígios de antiga ruralidade produtiva. A intervenção procura trabalhar esta condição híbrida através de uma arquitetura entendida como dispositivo de mediação entre paisagem, espaço construído e vida comunitária.
A implantação organiza-se em três volumes articulados por dois pátios interiores (eidos) e uma horta comunitária aberta ao exterior. Esta sequência estrutura a passagem entre escalas e modos de vida, do urbano ao rural, reforçando a continuidade entre interior, espaço coletivo e paisagem envolvente.
Os eidos assumem o papel de espaços de encontro e apropriação, evocando os pátios agrícolas tradicionais do norte do país. A sua permeabilidade visual e ventilação reforçam a relação com o exterior, transformando-os em espaços comunitários ativos no quotidiano.
A proposta liberta solo e estrutura uma paisagem habitada contínua, onde a topografia, a vegetação e a água organizam os espaços exteriores. Um dos pátios integra uma bacia de retenção e uma latada com vinha, sob a qual se desenvolvem espaços de convívio e equipamentos comunitários, prolongando-se até à horta e à Casa do Povo.
A organização habitacional baseia-se numa lógica modular e repetitiva, garantindo eficiência construtiva, ventilação cruzada e boa exposição solar. O acesso faz-se por galerias exteriores, entendidas como espaços habitáveis de transição e sociabilidade.
O conjunto integra ainda espaços comunitários, co-working, produção energética e soluções de cobertura verde, assegurando elevado desempenho ambiental. A Casa do Povo é preservada e adaptada como equipamento público, reforçando a continuidade histórica e funcional do lugar.
No seu conjunto, o projeto afirma uma arquitetura cooperativa enraizada no território, que articula memória, paisagem e vida coletiva através de uma estrutura espacial contínua e integrada.






